Anthrodynia

Eu puxo forte o ar pra transformar a dor em ardor
Sufoco meus desalentos
Com minha cara de frente pra flecha do tempo
Até finjo algum temor
Mas não o bastante pra que minhas pernas tremam

E quem sou eu pra te impedir
De consertar todo o estrago feito por mim?
Bomba caseira, molotov, estopim
Meus estilhaços você pode encontrar por aí

Meu coração cansado e forte
Que já foi teu
Hoje voa pleno, inconsequente
Por vezes meio ateu

Eu não lhe mereço, eu sou um fardo
Um nervo exposto de um dente quebrado
O que me torna santo, me torna fraco
O vapor quente de um último cigarro

Eu sou assim quando eu acordo
De um sonho ruim
Eu sou assim quando eu acordo
De um sonho ruim

Sou ferida aberta, sou trevas, sou paixão
Indiferente à queda, eu saltei na sua direção
Me sobra um gosto de naufrágio que eu mal tento esconder
Há um bocado de coisas que eu aprendi a ser por você

Seu ego gordo espia bem detrás da porta
Um dia vira, volta torpe e pede a conta
Hoje eu não vou me amedrontar
Mas eu faria se fosse você



Credits
Writer(s): Charles Gabriel Silva De Carvalho, Darlan De Jacob Macedo Rodrigues, Kelvin Emerich De Souza, Pedro Henrique Mello Altoé, Pedro Terra Mendel Araruna
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