De costas voltadas

Nunca fui o que quiseste
Fui sempre o que não gostavas
Deitei fora o que me deste
Pedi-te o que não me davas

Fui abraço de serpente
E beijo amargo limão
Fui um filho sem ser gente
Mão que é prego noutra mão

Fui promessa perdida
E rosto que não se encara
Dor que não chega a ser ferida
E até por isso não sara

Foi noites sem madrugadas
Cuidado sem aflição
Estamos de costas voltadas
Do berço ao caixão



Credits
Writer(s): Alfredo Duarte Marceneiro, Maria Do Rosário Pedreira
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